As Doze Tribos de Hattie conta a saga de uma família americana que se inicia nos anos 20, onde uma grande perda marca a vida da matriarca Hattie e como esse fato parece ser a sombra que permeia a vida de todos. O livro é muito bem escrito e com uma narrativa inteligente. Cada capítulo é de um dos descendentes de Hattie, como se fossem contos, porém todos se ligam e por meio destes a história da família é contada ao longo dos anos, até o início da década de 80.Em um Estados Unidos extremamente racista, passando por dramas de vida relacionados a sexualidade, religião, vícios, traição, alcoolismo, desemprego e até doenças mentais, vemos como as atitudes de Hattie afetou cada um dos personagens.
Confesso que mesmo achando-a fria, no fim, consegui entender um pouco dessa mulher tão complexa. Sua força é notável. O que percebi é que para Hattie o importante era não perder nenhum filho, manter todos vivos, prepará-los para a vida, e uma vida que não era fácil para um negro americano. Apesar de haver muita tristeza na vida de cada um, nota-se que, em alguns casos, era naquela fase da vida do personagem e que depois a vida seguia seu curso. O livro é extremamente real e os personagens críveis e muito humanos. Eu realmente gostei e não tem como não dar cinco estrelas. O The New York Times elegeu um dos melhores livros de 2013, mas, como eu só li agora, entra para a minha lista dos melhores que li nesse ano de 2016.


Sinopse:Em 1923, aos quinze anos, Hattie Shepherd deixa a Geórgia para se estabelecer na Filadélfia, na esperança de uma vida melhor. Mas se casa com um homem que só lhe traz desgosto e observa indefesa quando seu casal de gêmeos sucumbe a uma doença que poderia ter sido evitada com alguns níqueis. Hattie dá à luz outras nove crianças, que cria com coragem e fervor, mas sem a ternura pela qual todos anseiam. Em lugar disso, assume o compromisso de preparar os filhos para as calamitosas dificuldades que certamente enfrentarão e de ensiná-los a encarar um mundo que não os amará nem será gentil. Contadas em doze diferentes narrativas, essas vidas formam a história da coragem monumental de uma mãe e da trajetória de uma família. 

Belo e inquietante, o primeiro romance de Ayana Mathis é assombroso do início ao fim - épico, angustiante, imprevisível, vibrante e cheio de vida. Uma história envolvente e cativante, um retrato marcante de uma luta tenaz diante de adversidades insuperáveis e uma celebração da resiliência do espírito humano. As doze tribos de Hattie é um romance de estreia de rara maturidade. 

Editora: Intrínseca
Autor: Ayana Mathis
Ano: 2014/ Páginas:223





Adoro histórias que se aproximam do mundo real, onde o autor não tenta correr para arrumar tudo para fazer um final feliz de forma forçada. Sabe, porque chegamos ao final, vamos fazer aquela família que brigou o livro todo se perdoarem e resolver cada problema citado? Afinal, a vida real não é assim. Nessa história comovente vemos como uma pessoa reage diante da perda e não consegue superar, sua reação, o jeito que move sua vida para não enfrentar o luto. Nell e Kyle são amigos e o primeiro amor, namorados , um do outro, mas Kyle parte cedo demais e Nell fica com a dor de viver sem ele, é então que ela conhece Colton, irmão de Kyle, que mexe com seu mundo desde a primeira vez que o vê. Quando eu estava começando a ler, uma amiga comentou que lemos não querendo ler o que vem a seguir, porque já na sinopse do livro sabemos que Kyle morre. E, é bem assim, como a autora vai fazer um casal tão lindo e fofo não ficarem juntos? Porque ele tem que morrer? Penso logo nas primeiras páginas. E aí percebo a complexidade da história, que vai muito além de uma história de amor. Colton também tem uma história, e uma história tão triste quanto a de Nell, marcado por muitas perdas, além da do seu irmão. E juntos Nell e Colton descobrem que o caminho para a cura é viver um dia de cada vez, é viver apesar da dor, que a dor não passa do dia para a noite, é seguir em frente, como diz o Colton, uma respiração por vez.

“Você nunca supera por completo, sabe? Não dá. Não para de doer e você não para de amar aquela pessoa. Nunca vai embora. Você só continua vivendo...” pg. 191

Maravilhoso, dolorosamente lindo e inesquecível. Nunca tinha lido nada da autora, mas ela já ganhou mais uma fã. 

Louco por você Autor: Jasinda Wilder
Editora: Novo Conceito; 272 páginas

Sinopse: Nell e Kyle são amigos desde a infância. Sempre fizeram tudo juntos, então ela nem se lembra de quando se tornaram realmente um casal. Quando Kyle morre da forma mais repentina, o mundo de Nell é lançado em um abismo de incertezas e dor. É quando Nell conhece Colton, irmão de Kyle e até então um completo desconhecido para ela.
Estranhamente, é como se Colton a conhecesse há muito tempo... é como se ele a conhecesse por dentro. Ambos passam, então, a lutar para seguir em frente da melhor maneira possível. Nell, sufocada pelo peso da culpa.Colton, lutando contra a força que o arrasta em direção a ela... Cada um à sua maneira, os dois precisam desesperadamente encontrar o sentido da cura e do perdão.Em Entre a paixão e a dor, Jasinda Wilder combina o calor do desejo com a angústia, a perda da inocência, o luto e as tentativas de recomeço. O resultado é uma viagem ao mesmo tempo sensual e melancólica que ficará gravada em sua pele muito tempo depois que esta história terminar.


Vou começar minha primeira postagem por minha melhor leitura, até o momento, esse ano. Eu pensei que nada superaria a leitura de  Para Sempre Alice, (que pretendo falar em outra postagem)  mas Beleza Perdida de Amy Harmon superou. A escritora  parece ter escrito o livro com a alma, tamanha a sensibilidade em cada passagem do livro, sensibilidade essa  pertinentes a apenas grandes e talentosos escritores que conseguem deixar em cada capítulo uma lição para a vida, algo para pensar. Confesso que voltei várias vezes e me vi relendo diversas partes e embora ansiasse para saber  o que aconteceria no próximo capítulo, não tinha como não parar e pensar sobre o que havia lido. E foi o fato de ter tantas frases marcantes que tornou impossível para mim citar apenas uma. Mas, o que não esperar de uma escritora que em seu agradecimento final diz" E, finalmente, a meu Pai Celestial, por tornar bonitas até as coisas feias"? 

Sinopse
Beleza Perdida - Ambrose Young é lindo — alto e musculoso, com cabelos que chegam aos ombros e olhos penetrantes. O tipo de beleza que poderia figurar na capa de um romance, e Fern Taylor saberia, pois devora esse tipo de livro desde os treze anos. Mas, por ele ser tão bonito, Fern nunca imaginou que poderia ter Ambrose… até tudo na vida dele mudar.
Beleza perdida é a história de uma cidadezinha onde cinco jovens vão para a guerra e apenas um retorna. É uma história sobre perdas — perda coletiva, perda individual, perda da beleza, perda de vidas, perda de identidade, mas também ganhos incalculáveis. É um conto sobre o amor inabalável de uma garota por um guerreiro ferido.
Este é um livro profundo e emocionante sobre a amizade que supera a tristeza, sobre o heroísmo que desafia as definições comuns, além de uma releitura moderna de A Bela e a Fera, que nos faz descobrir que há tanto beleza quanto ferocidade em todos nós.

Ano: 2015 / Páginas: 332
Idioma: português 
Editora: Verus

Resenha do Livro Beleza Perdida - Amy Harmon